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Implanon chega ao SUS e mostra sua importância na aquisição demétodos contraceptivos

(Foto/Créditos: Peter Dazeley)

Por João Arthur Salomão, Maria Eduarda Silva e Lorenna Soneghetti
Editado por Raíssa Barbosa

Em setembro, o Ministério da Saúde recebeu as primeiras 100 mil unidades do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon. O novo método disponibilizado pelo SUS foi anunciado em julho de 2025 pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha e é considerado um dos métodos mais eficazes oferecidos pela rede pública. De acordo com o Ministério da Saúde, o Implanon possui uma taxa de falha de 0,1%.

Além das 100 mil unidades adquiridas, também foram solicitados 100 kits que serão utilizados em oficinas de capacitação de profissionais da saúde para a inserção dos dispositivos nas pacientes. As oficinas começaram a ser realizadas no Brasil a partir do mês de outubro, priorizando as regiões Norte e Nordeste – que possuem os maiores índices de gravidez na adolescência e vulnerabilidade social.

No Espírito Santo, a Secretaria de Saúde (Sesa) promoveu a oficina de capacitação juntamente com o Governo do Estado no dia 25 de novembro, das 8 às 17h. A Sesa também informa que o método será implementado gradualmente no estado no âmbito da Atenção Primária à Saúde nos próximos meses.

Outros métodos ofertados pelo SUS

Fora o Implanon, o SUS oferta diversos outros métodos contraceptivos: DIU, preservativos, anticoncepcionais orais e injetáveis, pílulas, vasectomia e laqueadura. Para escolher o método mais adequado, a mulher deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa para realizar o acompanhamento. “O uso deve ser feito com acompanhamento médico, avaliando histórico de saúde, estilo de vida, preferências e rotina da mulher, para conseguir o máximo de benefícios possíveis”, explica o ginecologista e obstetra Dr. Franco Luís Salume Costa.

Tanto a rede pública quanto a rede privada têm um papel essencial na distribuição desses métodos. Nas últimas décadas, o acesso a esses métodos proporcionou um aumento do planejamento familiar. “A pílula anticoncepcional, método mais difundido, causou uma verdadeira revolução na sociedade. [Os contraceptivos] deram à mulher a capacidade de escolher em qual momento ela seria mãe, permitindo com que ela avançasse em várias outras questões, como a vida profissional.”, ressalta o ginecologista e chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Ufes Dr. Luiz Alberto Sobral.

Nesse sentido, há um movimento ainda maior para ampliar o acesso aos métodos oferecidos. “Hoje o SUS oferece métodos seguros e de alta qualidade, tanto para prevenir gravidez quanto infecções sexualmente transmissíveis.”, afirma o Dr. Franco.

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